Violência: Galeroso decepa a mão de jovem com uma terçadada
Por volta das duas horas e trinta minutos, de sábado para domingo, dois irmãos deram entrada no hospital Padre Colombo. Os dois se envolveram em uma briga em frente ao curral do Boi Bumbá Caprichoso.
Jean Augusto Pereira Mendonça, 19, foi atingido por uma terçada na mão esquerda, decepando-a e outra na mão direita tirando-lhe um dedo. Os cortes foram desferidos pelo detento Kédson Kataki da Silva em regime semi-aberto, do presídio público de Parintins, que até o fechamento desta matéria se encontra foragido da Justiça. “A confusão iniciou com o Marlon, aí o Jean tentou mobilizar o galeroso por trás, mas ele conseguiu se soltar e deu o corte que tirou o dedo, escorregando; nisso o Kédson deu a terçadada e o Jean se defendeu e pegou o braço e cortou a mão”, relata Maria de Nazaré Mendonça, a mãe dos jovens que se encontram internados no Hospital Padre Colombo.
Ela questiona o fato de o acusado estar preso em regime semi-aberto e se encontrar à noite em uma festa.
Marlon Pereira Mendonça, 22, ao tentar socorrer o seu irmão, sofreu um acidente de moto que lhe causou uma fratura exposta na perna esquerda. Ele informa ainda: “Na briga, eu me defendia com um capacete que ficou todo cortado, se não fosse isso ele teria me matado. Quando o galeroso cortou meu irmão ele saiu correndo”.
Violência
Ao chegarem ao hospital, um amigo dos dois irmãos, conhecido como Rai Oliveira, agredia verbalmente os funcionários, nesse momento, no instante de fúria, desferiu um soco no vidro da porta da sala de curativos, quebrando a porta e causando pânico nos funcionários de plantão.
O enfermeiro de plantão, Clerton Rodrigues diz que toda a estrutura de logística do hospital foi mobilizada como ortopedista, anestesista e outros profissionais. Mas infelizmente aconteceu essa tentativa de violência. “Nós poderíamos ser agredidos, a violência em Parintins está tão grande. Por isso a gente pede a Polícia Militar para que preste segurança nesse horário, quando cresce a vulnerabilidade. Principalmente os finais de semanas são extremamente violentos”, diz o enfermeiro.
A direção do hospital tomará as providências cabíveis sobre a agressão, pois segundo a Tereza Cristina os funcionários não podem ser tratados com agressão. “Agente pede que as pessoas exijam o atendimento, mas não percam o equilíbrio, por uma questão de ordem e de justiça. Muitas vezes o funcionário não tem condições de realizar um atendimento por que foi agredido. Tem que haver um respeito ao profissional. Não é com violência que se resolve as coisas”, aponta a gerente de enfermagem, Tereza Cristina.
Alvorada
|